Importados: um abril pior, mas melhor

10/05/2013

Enquanto os fabricantes nacionais comemoram crescimento de 30% em relação a abril de 2012 e 6,8% a mais que março, os importadores reclamam queda nos emplacamentos de automóveis importados, em abril, em relação ao mesmo período de 2012. Representados pela Abeiva (Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores), os importadores informam que o tombo foi de 7% (11.097 unidades contra 11.917). Quando se fala em quadrimestre, o choro é ainda maior: menos 25,5%, com 35.314 unidades em 2013 ante os 47.377 do mesmo período de 2012.

Em relação a março, contudo, houve aumento de 36%. “Esta comparação fica muito prejudicada porque as vendas em março foram muito fracas e significaram um ponto fora da curva. Ou seja, em abril houve uma recuperação ante ao fraco desempenho de março”, explica o presidente da Abeiva, Flávio Padovan.

Segundo ele, se for analisado apenas o comportamento dos dados de emplacamentos de veículos importados, em abril a participação das associadas da entidade voltou a subir. “Foi para 16,1%, enquanto os importados pela Anfavea caíram para 83,4%”, informa.

Padovan acredita que a participação dos importados da Abeiva tem sido favorável em função do esgotamento temporário das cotas do México, o que reduziu o volume de vendas dos importados das montadoras. “No mês de abril, a nossa participação ficou em 3,5% e no quadrimestre de 3,2%. Esses percentuais mostram claramente as consequências danosas do diferencial de 30 pontos a mais no IPI para os carros importados, mesmo considerando as cotas que isentam parcialmente o aumento do imposto”, acrescenta.

Com base nesses números, a Abeiva prevê revisão na projeção para este ano. Para as empresas, o segmento fecha 2013 com 150 mil unidades emplacadas no País.

 

Luís Otávio Pires